“Ela é amor
E eu acredito nela quando ela fala
Amor
[...]
Você está em todos os meus pensamentos de paixão” ☆She is Love, Oasis☆
Por Noel Gallagher
Ela passou tanto tempo sem namorar ninguém que mal sabia como era. Continuou frequentando lugares agitados na esperança de encontrar um amor. Um cara que preencheu o vazio absurdo que se instalou dentro de seu coração desde a sua última experiência decepcionante, há alguns anos. Hoje ela está mais madura, tinha acabado de completar 25 anos. Seu nome é Brian. Ela mora na cidade de Londres, capital inglesa. Na verdade, era nascida em Manchester e tinha sido criada em Londres desde os três anos de idade.
Nem sempre estava com espírito de sair com os amigos, mas hoje eles insistiram muito para irem à cidade onde eu e minha banda iríamos tocar. Bom, meu nome é Noel Thomas David Gallagher, mas podem me chamar de Noel. Sou guitarrista de uma banda de rock britânica chamada Oasis. Meu irmão, Liam, é o vocalista e um metido…
Enfim chegou a grande noite.
A noite que mudaria minha vida para sempre. Eu ainda não sabia, mas dentro de alguns minutos eu me esbarraria no grande amor da minha vida. Eu, mais uma vez, havia discutido com meu querido e mimado irmão. Estava agitado, irritado e distraído. Fui ao bar pegar umas cervejas para todos da banda, na volta acabei me esbarrando em uma moça. Uma linda moça. A bebida dos copos foi parar toda em seu casaco, deixando-a encharcada de cerveja e furiosa.
— Droga! – Ela disse meio irritada, tentando, em vão, secar-se. Eu apenas olhava para ela por trás dos meus óculos escuros. Sim, eu estava de óculos escuros dentro de uma boate.
— Desculpa! Posso ajudar em alguma coisa? – Ofereci minha ajuda. Ela ainda tentava secar as roupas e fazia uma cara de repulsa.
— Não sei. Ah, que horror! Estou fedendo à cerveja! – Reclamou indignada. Eu sorri e tirei os óculos para vê-la melhor.
— Mais uma vez me desculpa. Eu não te vi.
— Claro! Com esses óculos escuros dentro de uma boate! Era de se esperar...
— Engraçadinha você... bem, eu voltarei para o bar para pegar outras cervejas. Quer uma? – Perguntei ironicamente e fiz uma careta.
— Não, obrigada. Mas, eu odeio cerveja. Acho que percebeu, né? – Ela disse e retribuiu sorrindo. Aliás, um lindo sorriso.
— Percebi sim... bem, de qualquer forma me sinto em dívida contigo. – Fui gentil com ela. Toda aquela raiva que eu estava sentindo antes, por causa do Liam, desapareceu. Percebi que ela gostou da gentileza. Ela dispunha da mesma educação. – Você está toda molhada e, no frio que faz aqui, pode se resfriar.
— Tens razão, mas eu só trouxe este casaco.
— Tome... vista o meu. – Eu disse, retirando o meu longo casaco marrom e dando para ela.
— Não precisa. Sério! Eu peço a um de meus amigos. – A vermelhidão em seu rosto era visível.
— Faço questão! – Sorri e estendi o casaco novamente.
— Ok. Muito obrigada! Hoje ainda te devolvo, ok? Depois do show que vai ter. – Ela rendeu-se, finalmente.
— Ok... – Ela já subia as escadas quando eu a segurei pelo braço. – Espera! Não me disse seu nome.
— Nem você. – Rebateu sorrindo de imediato.
— Diga-me primeiro.
— . Brian. – Estendeu a mão para me cumprimentar.
— Prazer, ! Chamo-me Noel. Noel Gallagher! – Fiz o mesmo. Ela fez uma cara de quem já tinha ouvido falar de mim.
— Bem, deixe-me ir. Até mais, Noel.
Despediu-se de mim e subiu as escadas de acesso à parte de cima da boate, onde ficam os camarotes. Seus amigos a esperavam com cara de “Hum... arrumou um paquera!”. Paquera? Não é para tanto... é?
— Caramba, ! – “”, então é esse seu apelido... – Tu sabes em quem você esbarrou?
— Não acredito que vocês estavam me espionando! Isso é feio, sabiam? – Perguntou, indignada com a invasão de privacidade dos amigos. – Em quem? John Lennon? – Prefiro o Paul...
— Não, sua tonta! Ele é o Noel Gallagher!!!! – Disse sua amiga super animada.
— Como você sabe o nome dele, Ave? – Ave era o apelido de sua melhor amiga. Na verdade, seu nome é Avery.
— Porque sou fã dele, ué! – Aleluia! Alguém que me conhece!
— Fã? Como assim fã?
— Ele é o Noel Gallagher, guitarrista do Oasis! – Sou eu! fez uma cara de interrogação. – Da banda que vai tocar hoje, demente! – “Demente” HAHAHAHAHAHAHAHA.
— AAAAHHHH! Sei quem é! – A ficha dela caiu, após alguns segundos. – Putz... guitarrista do Oasis? Aquele cara que eu esbarrei?
— Quer que eu desenhe? – Perguntou impaciente.
— Não!
— Cara... – ao perceber o casaco que vestia. – Você está com o casaco do Liam! Me dá! – A amiga dela ficou louca quando viu o casaco que usava. Sim, o casaco é do meu irmão. Aliás, nós discutimos porque eu peguei o casaco dele sem autorização. Enfim...
— Sai daqui! Esse casaco é do Noel. Tenho que devolver a ele.
— Ah, ! Tu achas que eu não vou reconhecer o casaco do meu Liam! Ah, tá... – “meu Liam”? É.... meu irmão está popular.
— Hum... Ok, o casaco pode até ser do Liam, mas era o Noel quem o vestia. Tenho que devolver para ele.
— Cara, o Noel Gallagher deu o casaco para ti, foi super gentil, ele estava SORRINDO para você... tu sabes o quão raro isso é? – É tão raro assim? Nossa, meus fãs devem achar que eu sou um cara chato e carrancudo. É a mesma opinião do Liam...
— Ele foi gentil porque derrubou toda cerveja em mim. Só isso!
— Ah, tá.... Ele gostou de você! – Gostei? É, eu gostei!
— Você só pode estar maluca, Avery? Que ideia, o Noel não está apaixonado por mim. Para de maluquice! – Apaixonado, ainda não. Encantado, com toda certeza.
— Para, ! Dá uma chance para o Noel. Diz que vai dar uma chance para ele, amiga? Por favor?! Ele é lindo e um cavalheiro. Dá uma chance para você ser feliz, sua besta!
— Hell! Stop! Ele não está afim de mim...
— Ah, ....
— “Ah, ” porra nenhuma! Enough!
Elas ficaram discutindo esse assunto por mais alguns minutos até o momento em que eu e minha banda subimos ao palco. Do palco, pude ver que observava o show com muita atenção: pela sua cara, ela estava gostando muito do som. Ave observava o meu irmão e sua maneira peculiar de cantar. Posso estar ficando louco, mas eu percebi nela certo amor ou admiração pelo Liam. Enfim...
Após o show, chamei meu irmão para fazer uma visita ao camarote onde e seus amigos estavam: ele não quis ir. Insuportável!
— Olá! Boa noite, pessoal! – Eu disse ao chegar lá.
— Boa noite, Noel! Ahhh, sou sua fã!! – Ave foi a primeira a me ver e logo me abraçando.
— Opa! Olá! ... Oi, , a moça que odeia cerveja! – Disse ironizando-a. Ela sorriu.
— Oi, Noel! ... toma seu casaco. – Disse, devolvendo-me o casaco.
— Não precisa devolver agora, linda! Ao fim da noite você me devolve, pode ser?
— Ok, mas é que... – ia falar, porém sua amiga a interrompeu. a olhou furiosa.
— Ok, ! Que tal um drink para aquecer o coração gélido da minha amiga , hein, Noel?
— Avery! Não...
— Claro! – Agora fui eu quem a interrompeu. O seu olhar de morte direcionou-se para mim no mesmo instante. – Seria ótimo tomar um drink com vocês... e com você principalmente, . Posso te chamar assim, né?
— Pode Noel... pode! – Sua expressão mudou. Ela passou de irritada para envergonhada em poucos segundos.
— Olá! Boa noite!
— LIAM! AAAAHHH! – Liam apareceu lá e foi logo abduzido pela Ave que o agarrou pela nuca. – Ah Liam, que bom abraçar você! *-*
— Olá, querida! Como vai? – O safado foi logo cheirando o cangote dela. – Hum... cheirosa! – Ela derreteu-se toda.
— Liam, você disse que não viria, por que está aqui? – Perguntei-lhe.
— Meu irmão, eu mudei de ideia. Não posso mais? – Respondeu e terminou de abraçar a Avery. – Vim buscar meu casaco. Devolve, honey? – Concluiu, olhando para que foi logo tirando o casaco.
— Liam! – O repreendi.
— Ah, toma o seu casaco, Liam... obrigada! – Disse , entregando o casaco para ele. Ela estava tremendo de frio e meio sem graça.
— Disponha, linda! – Disse Liam, piscando para ela e soltando um beijinho.
— Liam! Devolve o casaco para ela. Não está vendo que ela está com frio? Imbecil!
— Ah, não precisa, Noel... estou bem.
— Não, , precisa sim... Devolve Liam!
— Mas eu vou usar Noel!
— Devolve!
— O casaco é meu, Noel. Não seja mandão ora!
— Devolve essa droga de casaco agora William!
— Não me chama de William! Damn! – Ele odeia ser chamado assim... Foda-se!
— Gente! Não briguem! – tentou resolver, sem sucesso.
— Devolve o casaco. Liam! Não seja mimado!
— Ok! Vou devolver porque é para ela e está muito frio. E não porque você mandou. Você não manda em mim, Noel!
— Ok! Ok! Por favor, não briguem! – Ave apartou nossa briga e segurou o braço do Liam.
— Não estamos brigando, querida. – Liam, aproveitador, disse e pegou no queixo dela.
— Vamos descer, Noel. Você precisa se acalmar. – puxou-me pelo braço e nós descemos. Sentamos no bar da boate e pedimos umas doses de vodca. – Não fica irritado com seu irmão por minha causa.
— Não se preocupe, . Não briguei com ele só por sua causa. Briguei com ele porque ele é um idiota! – Respondi bebendo mais um gole. – Mas, vamos esquecer meu irmão... – eu disse e ela sorriu em aprovação. - Então, você e a Avery são bem amigas, né?
— Sim... ela é uma louca!
— Vocês brigam muito?
— Só quando ela tenta me empurrar para todos os caras que conhecemos. Isso me irrita um pouco. – bebeu mais um gole de sua vodca e se ajeitou no banco.
— Hum... E você não gosta de paquerar? – Perguntei.
— Não é isso... gosto, mas gosto de correr atrás dos meus paqueras, sabe? – Concordei. – Mas nunca encontro alguém que queira algo sério comigo. – Concluiu seu pensamento com um ar entristecido. Havia muito gelo a ser derretido no coração dela. – Enfim... me fala de você, Noel.
— Bem, eu gosto de paquerar mulheres lindas! – Olhei em seus olhos. – Você é uma mulher linda, !
— Obrigada, Noel! – Agradeceu, sem jeito. – Eu não me acho linda. Bonita, talvez. – Sorriu de leve e encarou-me.
— Pois saiba que minha experiência me diz que você é uma mulher linda.
— Convencido! – Brincou – Experiente quanto?
— Bastante. Nem queira saber o quanto, querida. – Sorri e bebi o último gole. – Vamos conversar lá em cima?! – O camarote estava vazio. Os outros devem estar na pista dançando.
— Por quê? – Gritou.
— Por isso! – Gritei de volta. – Para que a gente não precise gritar tanto. Vamos? – Levantei e estendi a mão.
— Vamos! – Segurei sua mão e fomos lá para cima. – Bem melhor agora.
— Com certeza! – Concordei e continuamos nossa animada conversa.
“Eu não sei o que é que me faz sentir vivo
Eu não sei como despertar as coisas que dormem dentro de mim
Eu apenas quero ver a luz que brilha atrás de seus olhos ” ☆Acquiesce, Oasis☆
A noite seguiu e ficamos ali conversando e bebendo. Horas se passaram e já estava quase amanhecendo, mas ainda estava escuro. bebeu tanto que passou mal. Eu a trouxe para o quarto do hotel onde a banda estava hospedada. Ela estava deitada na cama e eu ao seu lado fumando um cigarro. Ela despertou e ficou olhando o abajur que estava aceso e iluminava parte do quarto. Nossas roupas estavam no chão espalhadas e misturadas. Quando foi levantar, quase caiu, por causa da bebida ainda estava um pouco tonta. A segurei pela cintura e evitei que enfiasse a cabeça no chão.
— Opa! Cuidado, linda! – Alertei do perigo. Ela sentou-se na cama, coçou os olhos e me viu. – Está tudo bem?
— Noel? – Perguntou assustada. – Onde a gente está, Noel?
— Calma, ! Estamos no meu quarto no hotel da banda, perto da boate. Você passou mal por causa da bebida e eu a trouxe para cá. Fiz mal? – Fiz minha melhor cara de cãozinho abandonado. Aí, vocês perguntam “por que não a deixou num quarto sozinha?”. Primeiro, porque nunca deixaria uma mulher bêbada, passando mal, sozinha. Segundo, o hotel está lotado e não tem mais quartos. E terceiro, que eu só tenho a chave do meu quarto. ☺
— Não, Noel! Obrigada novamente..., mas, por que eu estou só de calcinha e sutiã? – Esqueci-me de explicar essa parte para ela.
— É que... – comecei a explicar. Eu estava totalmente sem jeito. – Bem, , a gente se beijou. Não lembra?
— Lembro. – Ela se lembra do beijo! Ótimo. Aos poucos foi lembrando-se de ter me beijado. E de passar mal. E de me jogar na cama, jogando-se em cima de mim. E de tirarmos as roupas. E de... sim, ela se lembrou de tudo. – Não precisa explicar. Lembrei-me de tudo que aconteceu ontem entre nós. – Respondeu, sem graça.
— Lembrou mesmo?
— Sim.
— E pela sua cara, creio que preferia esquecer-se de tudo, acertei? – Nem precisei fingir a carinha de cãozinho chorão. Realmente eu estava desconfiado de que ela não quisesse se lembrar.
— Não, Noel... eu não quero esquecer. Quero me lembrar dessa noite para sempre. Juro! Eu adorei!
— Seriously? – Perguntei esperançoso.
— Yes, Noel! Mas... sabe, tem algumas coisas que eu não me lembro direito. – Ela sorriu e nem precisou dizer mais nada. Eu entendi tudo que ela queria.
Aproximei-me dela, olhando-a profundamente. Fiz o mesmo que havia feito nas horas anteriores, só que melhor. Nos beijamos e fomos nos deitando. Eu por cima. Ela está por baixo. Passei a mão em seu rosto e retirei os fios de cabelo que atrapalhavam sua visão. Acariciei seu rosto e a beijei suavemente. Desabotoei seu sutiã e o retirei. Fiz o mesmo com minha calça. Dali para frente foi tudo diferente da primeira vez. Foi melhor. Mais intenso. Consciente. Perfeito, diria. Dormimos juntos e abraçados ao som de um dos CDs da minha banda. Acordei e fiquei observando-a dormir. Tão serena. Ela acordou e me encarou sorridente.
— Oi! – Disse, sorrindo com o olhar e acariciando seu rosto. – Agora você se lembra direitinho do que aconteceu? – Rimos.
— Sim. – Suspirou. – E agora. Noel?
— E agora que eu não conseguirei mais viver longe de você. É mais forte que eu. – Respondi convicto do que dizia. Realmente, eu estou envolvido. Sim, eu estou apaixonado. Foi mais rápido do que imaginei. Fulminante. – Nunca senti algo parecido por ninguém do que sinto por ti, . É uma atração muito forte... – Confessei, meio constrangido.
— Por mais incrível que pareça, eu sinto o mesmo por você, Noel. – Suspirei aliviado. Sorri radiante. – É forte e repentino demais para controlar!
— Que bom ouvir isso...
— E agora, hein?
— É agora que eu te peço em namoro, você aceita, eu beijo você e nós transamos de novo! – Gargalhei ao fim da frase. Ela se manteve séria.
— E quem te disse que eu vou dizer ‘sim’?
— Não vai? – Gelei.
— Vou pensar... isso me assusta um pouco, Noel... tudo assim tão rápido. – Confessou, encarando-me.
— Já pensou? – Perguntei afobado, ignorando sua apreensão.
— Sim. – Sorriu revirando os olhos.
— E a resposta é... – Ela, na verdade, estava desdenhando de mim. Ela já tinha uma decisão tomada.
— Eu aceito te conhecer melhor e namorar você, Noel Gallagher!
— Que bom ouvir isso! – Beijei-a – Eu vou te fazer feliz, . Seremos felizes juntos! Você vai ver.
E fomos felizes. Nos primeiros meses fomos um casal feliz, sem problemas. Planejamos um futuro para nós. Após esse tempo de namoro, eu comecei a demonstrar certo desconforto. O motivo tinha nome e sobrenome, o mesmo que o meu: LIAM GALLAGHER! O cafajeste do meu irmão virou o melhor amigo dela e isso estava me irritando pelo simples fato dele ficar dando em cima dela o tempo inteiro. O pior é que ela dava corda para ele. Pois, no dia em que eu perder a paciência, pegarei esta corda e o enforcarei. Liam e Taih até tiveram um rolo, mas não passou de duas semanas. Logo, ele havia arrumado outra e se esquecido dela. O ruim é que ela não se esqueceu dele. Filho da mãe... Bem, não sou só eu que tenho um ‘carma amoroso’. odeia a Meg, uma grande amiga. Amiga mesmo, juro! tinha me chamado para ir até sua casa para pedir desculpas pelo escândalo que ela fez no estúdio ontem, após me pegar lá com a Meg pendurada em meu pescoço. Sorte minha que ela não viu o beijo que Meg me roubou...
Antes da minha chegada, recebeu o infeliz do Liam em seu apartamento.
— Boa tarde, meu amor! – Ela achou que fosse eu, mas era a figura do meu irmão que se encontrava em pé à sua frente. – Liam? Oi! – Ela ficou constrangida, afinal estava com roupas curtas. Liam nunca a tinha visto naqueles trajes e se depender de mim nunca mais verá. Furo os olhos dele!
— Oi, ... estou atrapalhando? – Eu entendo o fato do meu irmão olhar maliciosamente para as pernas de uma mulher... CONTANTO QUE NÃO SEJA A MINHA!
— Na verdade, eu estava esperando seu irmão.
— Ah, sim, então eu volto outro dia. – Ele disse e foi saindo.
— Espera, Liam! O que houve? Parece-me triste. – Ele estava bem abatido e juro que eu não sou o responsável pela tristeza dele.
— Não. Não é nada, . Não se preocupe comigo. Você e o Noel precisam conversar. Não quero atrapalhar! – Atitude consciente, irmão!
— Não, Liam! Entra... o Noel pode esperar. – Posso é? – Você precisa de mim agora. – Não acredito que... ele entrou, sentou-se no sofá e abaixou a cabeça. ofereceu uma bebida. – O que aconteceu, Liam?
— Eu... , eu terminei com a Nicole. – Nicole é a moça que ele pegou após terminar com a Taih. Uma mulher estranha. Nunca gostou de verdade do meu irmão, mas ele, idiota, a achava gostosa. E só. – Descobri que ela me traía esse tempo todo.
— Oh, Liam... – aproximou-se dele, que estava chorando. A última vez que o vi chorar foi quando tinha dez anos e eu quebrei sua bicicleta sem querer. Ele não falou comigo por semanas. – Ela nunca te mereceu, Liam, eu sempre te disse isso!
— Eu sei, ... eu estou precisando de carinho e não de mais sermão, por favor... – Abaixou novamente a cabeça deitando-se no colo dela. Isso está me cheirando mal já...
— Don’t cry, baby! Liam... não chora! – Ela o abraçou e ele, aproveitador de quinta, foi levantando o rosto e aproximou-se do rosto dela. – O que aquela vadia fez para ti, meu amigo... – Na distração dela, ele se aproveitou para segurar em seu rosto e beijá-la. SUCKER (aproveitador) DE QUINTA! VOU MATÁ-LO! Ela não teve reação a não ser a de deixá-lo beijá-la. Foi bem nessa hora que eu cheguei e vi tudo: meu irmão e minha namorada se beijando. Que sujo! – Noel! – De imediato, empurrou Liam para longe dela.
— ! LIAM! QUE MERDA É ESSA? – Eu estava furioso. A ponto de matar o Liam ali mesmo.
— Noel, eu posso explicar...
— CALA A BOCA, LIAM! Não quero te ouvir... , o que está havendo? – Minha voz estava embargada, eu mal conseguia respirar.
— Noel, desculpa! Por favor, me perdoa. Eu não queria... O Liam chegou aqui triste, precisando de ajuda e eu não pude negar... – Ela tentava me explicar, mas eu não queria mais ouvir nada. Estava surdo de raiva.
— E precisava beijar ele? – Rebati.
— I’m sorry! Please, I’m so sorry, baby!
— SHUT UP! Já chega, ... chega! Não quero mais ouvir nada! Bem que me disseram que um dia você e o Liam acabariam me traindo... – Cego de raiva, eu disse sem pensar no que dizia.
— Não fala assim com ela, Noel! – Liam se pôs entre nós para defender ela. Ele odiava quando alguém gritava com a .
— Não se mete, Liam! Isso não é da sua conta.
— É sim! Não vou deixar você falar com a como se estivesse falando comigo! Ela é sua namorada e não sua irmã.
— Ah, Liam, não enche! Sai daqui! – Minha paciência com meu irmão era a mínima possível. O empurrei para longe. Ele revidou me dando um soco. – Ora seu...
— PAREM! Parem com isso agora! – estourou e se meteu em nossa briga e me segurou pelos braços.
— Me solta, . Não quero te machucar! – Eu estava respirando fundo para não meter a mão na cara do Liam.
— Não, Noel... eu sou sua namorada e amiga do Liam. Não vou deixar vocês dois se matarem! Para com isso!
— Solta ele, . Quero ver se ele tem coragem de me bater! – Meu irmão, sempre provocativo. Tentei me livrar do abraço da , mas ela me segurava forte.
— Para de provocar, William Gallagher! – Ela gritou e Liam desfez sua posição de ataque. Eu mantive a minha.
— Me desculpe, ... – Respondeu-lhe passando as mãos nos cabelos e andando de um lado para o outro. – É que eu não aguento mais ver este imbecil te deixando de lado ou por causa da Meg ou por causa do ciúme compulsivo que ele sente de mim. – Eu o olhava fixamente, com raiva. Muita raiva.
— E quem você pensa que é para se meter no meu namoro? Hein, Liam?
— Seu irmão! Não seja um bastardo, Noel! Nenhuma mulher aguenta homem ciumento e muito menos a competição com outra mulher. A não merece isso! – Enquanto ele dava seu discurso, eu respirava fundo. Bem fundo. – Será possível que você não vê que a te ama, o quão doce ela é...
— Você fala como se meu ciúme não tivesse o menor cabimento, mas você sabe que tem, Liam!
— Ela não vai te largar por minha causa, imbecil! Você não dá valor para ela. – ouvia tudo aquilo agarrada a mim. Em meio àquela fúria percebi que ela chorava. – Se ela te largar será por sua culpa!
— Não me faça rir, Liam, por favor! Você quer tudo que é meu e está fazendo esse circo todo só para me irritar.
— Não preciso fazer muito para te irritar, irmão. Você se irrita por qualquer coisa. Idiota. – Estourei e parti para cima dele, mas foi mais rápida e pulou em cima de mim.
— ENOUGH! – gritou ela e nós quase caímos. Eu e Liam paramos e olhamos para ela. – Não aguento mais vocês dois! Saiam daqui agora! – Ela apontou para porta. – Saiam!
— , espera... – Liam tentou acalmá-la, em vão.
— SAIAM DAQUI! – gritou novamente e chorou. Obedecemos e fomos embora.
Saímos da casa dela sem dizer nada. Nem olhei para cara do idiota do Liam. Antes de ir eu deixei um bilhete abaixo da porta da casa dela. No bilhete, pedia um tempo para pensar. Eu estava confuso, realmente precisava de um tempo para pensar e processar toda essa informação. Meu coração velho já deveria ter se acostumado com tantas mágoas, mas jamais se acostumou. Eu voltei para casa e fiquei lá mergulhado numa tristeza profunda. Enquanto isso, no apartamento da , ela também tentava processar toda aquela informação. Deitada em frente ao sofá, ela chorava pensando num jeito de me ter de volta. Assustou-se quando ouviu a porta se fechar, levantou e viu o semblante do Liam parado atrás do sofá. Eles se olharam. Liam se aproximou e a abraçou. Não disseram nada um para o outro, ele apenas acariciou os cabelos dela como eu fiz tantas vezes. Todas as vezes que brigamos o motivo era sempre ou o Liam ou a Meg. Esses dois são o nosso carma amoroso. Horas passaram e eles ainda estavam agarrados.
Não gosto disso.
“Eu quero amar você
Eu quero ser um homem melhor
Eu não quero magoar você
Eu só quero ver o que está nas suas suas mãos” ☆Better Man, Oasis☆
— ? ? – Ela havia dormido nos braços dele. Sorte a minha e, principalmente, do Liam, que eu apenas narrei esta parte. Se estivesse lá... Juro que o mataria! Preciso controlar meu ciúmes, eu sei ☺ — Hey, , acorda! – Ele a acordou. Ela o olhou com os olhos avermelhados de tanto chorar e sorriu de leve. – Oi!
— Oi! – Ela respondeu e voltou a se sentar.
— Está melhor?
— Não há como não ficar melhor com o seu carinho, Liam! -... nem vou comentar sobre isso. – Obrigada pelo carinho..., – yada yada yada (blábláblá) ... - mas eu amo tanto o Noel! – Ama é? Ah, minha !
— Ele é um idiota! – Ninguém te perguntou nada, William!
— Concordo... Ah, Liam, por que seu irmão tem ciúmes de nós? – Quer mesmo saber? Porque o meu irmão é um aproveitador descarado!
— Bem... eu entendo o ciúme dele. Eu... gosto muito de você, . De verdade! – Mais que cara de pau! Depois dessa eu paro de narrar essa porra...
— Liam, nós somos amigos. Só isso. Desculpa, sweet, mas eu não consigo amar outro homem que não seja o Noel. – Opa, a ouvi dizer que me ama??? Ok, voltarei a narrar. Ah, minha ! <3
— Não se preocupe, . Eu respeito você e o meu irmão, apesar dele ser um imbecil. – Ele beijou as mãos dela. – Acho que essa declaração foi um momento de carência. Sorry! – Idiota!
— Tudo bem, sweet! Oh, a Avery te ama, sabia? Ela sempre me pergunta por você. Por que não dá uma chance para ela? Para vocês dois, eu sei que gosta dela, seu bobinho. – É Liam, vai ficar com a Avery e deixa minha mulher em paz!
— Sério? A Avery é uma pessoa maravilhosa. Vou procurá-la depois. Será que ela ainda vai me aceitar?
— Vai sim, Liam! Vai com fé, sweet!
— Está bem. Eu já vou indo, , amanhã tem o último dia de gravações do cd. Não se esqueça, você é a nossa melhor fotógrafa!
— Ah, é verdade! Havia me esquecido... eu ia com o Noel daqui de casa, mas... enfim, pode deixar que vou estar lá bem cedo!
— Ok! Fica bem, ok? - Liam disse e deu um beijo no PESCOÇO dela. Ele quer mesmo levar uma surra! – Não vale a pena sofrer pelo imbecil do Noel. – Vou te mostrar o imbecil quando estivermos à sós... BASTARD!
— Ah, Liam, para de chamá-lo assim. Que coisa! – Defenda-me, vida!
— Está bem. Já parei... já vou, ok? – Despediram-se e ele foi embora.
Liam foi embora e a ficou em seu apartamento arrumando seu material fotográfico para o ensaio do dia seguinte. Já era 7AM quando ela começou a se arrumar. Meia hora depois, já na nossa casa, Liam me pediu o celular para ligar pra .
— Seja rápido! – Alertei meu irmão, entreguei-lhe o celular e voltei a me sentar no sofá. Gem, Andy e Alan estavam lá. Na verdade, haviam passado a noite para evitar que eu matasse o Liam de madrugada.
— Vamos ver se a mad está em casa ainda. – Disse Liam, ao discar o número dela e sorriu olhando para tela. Provavelmente, porque deve ter visto o número dela acompanhado de “Little Mad”, apelido que dei a ela. No celular dela, o meu número vem acompanhado de “My Chief”. Well... – Oi, Mad! – Ela finalmente atendeu.
— Liam? – Liam confirmou que era ele. – Oi! Bom dia, Liam, estou indo para o estúdio. Não se preocupe! – Creio que ela esteja aliviada de ter sido o Liam quem ligou e não eu.
— Não saia agora... estamos indo te buscar.
— Estamos?
— Eu, Gem, Andy, Alan e o idiota do “The Chief”... – Dei-lhe uma tapa pelo “idiota”. – Damn! Shit, Noel, stop with this (pare com isso)! – Ouvi a risada da do outro lado. – Você ri, né, ? Não saia daí, estamos indo.
Fomos buscá-la em casa. Liam dirigia; eu ia no banco do carona; Andy, , Gem e Alan atrás... rindo. Eles conversavam animadamente, principalmente ela e Andy. Eles viraram grandes amigos. Toda hora eu olhava pelo retrovisor. Teve uma hora que a percebeu que eu observava tudo e que eu não estava gostando do que via. Enfim os risinhos acabaram quando chegamos ao estúdio para finalizar as gravações.
Enquanto ensaiávamos, tirava as fotos que iam para o encarte do cd. Após isso, tiramos fotos em grupo e depois individuais. Na minha vez, não consegui olhar no fundo da lente da câmera. Vergonha, talvez; raiva, um pouco; mágoa, bastante. Saímos para as ruas e tiramos mais fotos. No metrô, estação de trem, ponte, no rio. Ótimas fotos! A fotografa muito bem. Na foto que tiramos na ponte sob o rio que corta Londres, eu a encarei de tal maneira que a deixou desconfortável. Expressão fechada, testa franzida e olhar de canto. Tiramos mais fotos e descansamos um pouco.
— ! Que saudades de você! – Andy disse, aproximando-se dela.
— Andy! Saudades também! – Respondeu-lhe, dando um forte abraço nele. Eles olhavam as fotos na câmara dela. Andy saiu para ver o que o Alan queria, pois ele o chamava. Ouvimos um barulho alto; quando virei para olhar, vi que vinha uma bicicleta desgovernada na direção da . Sua única reação foi jogar a câmera para frente. O cara veio e jogou a bicicleta em cima dela. – AI! – Ela gritou e eles caíram no rio gélido. Tirei o casaco que vestia e me joguei do alto da ponte direto no rio sem nem pensar antes. Não precisava pensar.
— ! ! Você está bem? – Retirei-a da água e coloquei na margem do rio deitada sobre minha perna. Ela tossia e eu perguntava se ela estava bem. – ?! Fala comigo, por favor!
— ! Fala alguma coisa! – Andy se ajoelhou ao meu lado.
— Eu estou tonta, mas estou bem!
— Ah, graças a Deus! – Soltei um grito de alívio.
Ajudei-a se levantar. Ela foi direto até o Gem que estava com sua câmera. Liam e Andy ficaram mimando ela. Eu queria fazer o mesmo, mas só eu. SÓ EU! Caramba, eu estou morrendo de ciúmes dela. Bem feito, Noel, quem mandou bancar o durão ciumento? Eu estava nervoso e fumava um cigarro atrás do outro. Eu tinha parado de fumar, mas não consegui resistir depois das cenas que presenciei ontem.
Well... resolvemos ir a uma cafeteria ali perto. Já era por volta de 13h. Encontramos a Avery. Ela e Liam ficaram conversando e finalmente se acertaram. Um a menos para me preocupar! Agora é só conquistar a de volta. Aproximei-me da rodinha formada por: Andy, Gem, Alan e ela e a puxei de lá.
— Quero falar com você, . Te espero na ponte. – Fui frio. Deixei-a sem graça, todos a olharam e pude ver que ela ficou vermelha de vergonha. Ela apenas levantou e veio até a ponte me encontrar. Eu já esperava encostado no muro da ponte com um cigarro na boca... – Oi! – Olhei rapidamente para ela e virei o rosto para o outro lado, soltando a fumaça que havia em minha boca.
— Vai fumar até cair morto no chão? – Repreendeu-me.
— Não. – Voltei a olhar para ela.
— Você não tinha parado de fumar, Noel?
— Sim. – Soltei mais fumaça pela boca, respirando fundo em seguida.
— Então, para de fumar! Mais que droga, Noel! Você quer se matar? Então, se joga da ponte, seu idiota! – Disse irritada e visivelmente preocupada comigo.
— Eu não quero me matar. Não antes de saber o motivo de você ficar grudada no Liam o tempo todo? Eu tenho ciúmes dele, sabia?
— Sabia... eu e a torcida do United! – Ironizou. Ela sabe que o time que mais odeio neste mundo é o Manchester United!
— É sério, ... Por que você dá corda a ele? Só isso que quero saber.
— O Liam pode até dar em cima de mim, mas se você confiasse só um pouquinho em mim não estaríamos dando um tempo. – Eu respirava fundo, tentando achar ar para mim. Tinha dificuldades para respirar. – Eu só quero ficar bem com você, Noel... eu...
— Eu te amo, ! – Juntei o pouco ar que me restou nos pulmões para me declarar àquela que mudou minha vida. Joguei o cigarro fora e segurei suas mãos frias. Ventava muito nessa hora. – Me perdoa? Eu sou um cretino idiota que não soube valorizar seu amor. – Abaixei a cabeça, soltei suas mãos e fui agachando aos poucos. Eu estava mal. – Eu... , eu não estou bem.
— O que você tem, Noel? Fala para mim! – Eu não conseguia falar. Ela estava nervosa e com medo de me perder... – Noel! Noel!
— Chama... Ajuda... Amor... – Eu disse e desmaiei nos braços dela. Ela me encostou no muro da ponte e chamou por ajuda.
— SOCORRO!! LIAM! ANDY! GEM! AVE! SOCORROOO! – Ela chamou e todos prontamente atravessaram a rua e vieram ajudar.
— O que houve? – Liam perguntou assim que me viu desmaiado.
— Ele passou mal. Acho que ele estava com dores no peito, falta de ar, eu não sei! Liam ajuda o Noel! – chorava desesperada. Avery abraçou-a.
— Noel? Noel? – Liam tentava me acordar, mas não tinha forças para isso. – Ah, de novo não, irmão! Acorda! Alan, liga para emergência! AGORA!
— O Andy está ligando.
— Pronto! A ambulância está vindo! – Avisou Andy.
— Noel... – ficou ao meu lado o tempo todo. Ela e Liam me acompanharam na ambulância até o hospital. – Liam, o Noel já passou mal antes e não quis me contar, né? Não mente para mim! – Ela é esperta e já tinha percebido que não era a primeira vez que eu desmaiava.
— Já. Ontem à noite. Achei que fosse perder ele...
— E por que não me contou, Liam?
— Porque ele não deixou! Você conhece o Noel e sabe o quão chato ele é. – Vou te mostrar o chato quando sair desta cama de hospital, bastardo! – Não quis nem que a gente chamasse um médico. – O médico que me atendeu foi falar com eles. – Então doutor, como meu irmão está?
— Ele está bem. Já está respirando melhor e sem grandes dificuldades.
— Ai, graças a Deus! – Agora foi a vez da Li respirar aliviada. Liam a abraçou.
— E quando podemos vê-lo?
— Agora mesmo. Me acompanhem, mas dois de cada vez. – Ordenou o médico. Todos foram ao hospital, então Li e Liam entraram primeiro. Eu estava, obviamente, deitado na cama com um tubo enfiado no nariz. Liam entrou e veio direto até a cama. se manteve parada na porta.
— Noel! Meu irmão, se me assustar novamente eu te mato, ok? – Ri da piada. Liam segurou minha mão. – ? – Liam a chamou. – Vem aqui, ! – Ela ainda estava encostada na porta, sua respiração era ofegante e quase chorando. – Vem, ! – Liam a chamou novamente e ela veio devagar e parou ao seu lado. – Vocês dois precisam conversar.
— Agora não é hora para conversar, Liam. O Noel precisa descansar. – ela deu-lhe um tapão no ombro. Eu ri. – Que ideia!
— A gente precisa conversar, . O Liam tem razão. – Manifestei-me, ofegante.
— Eu sei. Sempre tenho razão! – Gabou-se Liam dando de ombros.
— Shut up, our kid (Cala a boca, ‘nossa criança’)! – Nós dissemos juntos e rimos.
— Ok! – Disse Liam também rindo.
— Vamos deixar para conversar quando você sair daqui. Odeio te ver assim, Noel.
— Tudo bem, . Sairei logo daqui. – Respondi sorrindo. – Eu te amo, ok? – Aquilo que era quase um choro, virou um. Ela apenas chorou e afirmou com a cabeça.
Eles saíram logo do quarto, pois a enfermeira chegou. Pelo pouco tempo que fiquei ao lado dela pude ver que todo o amor que ela tem por mim ainda vive e está mais forte. E o meu por ela também não se abalou nem um pouco.
“Um cara extraordinário
Nunca pode ter um dia normal
Eu não quero magoar você
Ele pode viver o longo adeus...” ☆Magic Pie, Oasis☆
Dois dias depois e eu tive alta do hospital, fui até seu apartamento vê-la já que ela não foi me buscar no hospital. Cheguei lá e ela estava com poucas roupas, apesar do frio.
— Noel! – Ficou surpresa ao me ver. Sorriu e me convidou para entrar. – Entra! – Ela estava linda, apesar de vestir apenas um mini short e minha camisa dos Beatles. Fica enorme nela, mas fica linda. Eu vestia meu casaco marrom. Desta vez era o meu mesmo e não o do Liam. – Como você está? Desculpa não ter ido te buscar no hospital. – Ela perguntou sentando-se no sofá. Sentei-me também.
— Estou bem melhor. Bem melhor agora. – Sorri fraco e olhei para ela. Eu estava nervoso. Segurava as mãos apertando uma na outra.
— Que bom, Noel! Fiquei muito preocupada com você. Faço minhas as palavras do Liam. – Nós rimos.
— Não posso prometer não passar mal, mas posso prometer me cuidar.
— Parar de fumar ou diminuir o cigarro já seria um bom começo.
— É... – Sorri para ela o meu melhor sorriso, o mais estonteante, aquele sorriso que ela ama. – Me perdoa, ?
— Pelo que, Noel? – Ela perguntou por detrás do edredom. Nunca entendi o fato de que: se ela sente frio, por que usa roupas curtas? Enfim...
— Por ser tão idiota à ponto de desconfiar da única pessoa que me ama de verdade. – Ela corou por detrás do edredom.
— Ah, Noel, o Liam também te ama do jeitinho que você é. – Brincou tentando disfarçar a vermelhidão. Me mantive sério.
— Você me entendeu, . Você me ama com meus inúmeros defeitos e eu te amo da mesma maneira. Hoje percebo que não faz sentido estarmos separados... – Dei uma breve pausa e concluí dizendo: – Fica comigo para sempre? – Fiz o pedido, olhando-a fixamente. Não era bem um pedido de casamento, mas era um pedido de “vamos viver juntos para sempre”. Ela estava preocupada com algo, quase chorando. – O que houve, pequena? – Percebi que ela estava incomodada com alguma coisa. Será que ela não quer mais ficar comigo? Ah, para Noel Thomas! Chega de pensar nisso.
— Noel, eu te amo, nunca duvide disso. É que eu... – Algumas lágrimas caíram de seu olhar. — Eu fui chamada pelo meu chefe para gerenciar uma das filiais do estúdio fotográfico dele.
— Isso é maravilhoso, ! Vai ser ótimo para sua carreira! – Uau! Isso vai ser perfeito para ela. Sempre quis ser gerente de uma das filiais do chefe dela. Mas, ela não estava tão feliz...
— Não é tão maravilhoso... a filial é em Nova Iorque! Vou ter que morar nos EUA, Noel! É muito longe de você... – Desta vez eu que chorei. Ela se livrou do edredom e se agarrou a mim.
— E agora? ... – eu estava desnorteado com a notícia. Como viverei longe dela? – , eu não posso... eu não consigo...
—... viver longe de você! – Dissemos juntos com as vozes embargadas. Um nó gigantesco se formou em nossas gargantas. Uma vontade imensa de protegê-la me tomou e eu a abracei forte. Eu afagava seus cabelos. Ela ergueu a cabeça e acariciou meu rosto. Nos olhamos por segundos tentando nos acalmar. Foi então que ela me beijou. Um beijo inesquecível...
NARRAÇÃO EM TERCEIRA PESSOA
E os dois beijaram profundamente. Desesperadamente. Suas vidas dependiam daquela troca de ar. Era o que parecia. Vendo de fora, era possível perceber que aquela moça era frágil, sensível, decepcionada com algumas desilusões, mas que nunca desistiu de lutar pelo que ama. E naquele beijo ela deixou claro que nunca desistiria tão fácil daquele homem. Daquele cara que mudou sua forma de pensar, sua forma de amar, sua forma de viver... E aquele rapaz, por outro lado, demonstrou toda sua paixão, todo seu amor por aquela que beijava ferozmente. E não era só uma qualquer que separaria os dois. Não era a paixão platônica de um irmão e muito menos uma promoção do trabalho que desuniria duas almas apaixonadas. Aqueles dois que se beijavam, no sofá daquele apartamento, no sétimo andar daquele prédio no centro de Londres, realmente nasceram um para o outro. Nada mudaria isso. Eles precisavam de mais do que um beijo profundo. Precisavam de mais... muito mais. Ele a segurou firme na cintura e a levou para o quarto. O sofá já não era mais o suficiente para tanto fervor. Braços envolvidos em abraços. Mãos subindo e descendo pelas costas, nuca, rostos... o fogo que havia ali naquela cama, naqueles beijos e carícias acendeu o estopim de algo desejado por ambos há tempos. A vontade de SER o outro era enorme. Tão grande quanto o amor dos dois. Amor este que uniu duas almas gêmeas, por acaso, numa boate da cidade interiorana inglesa. E eles se amaram naquela noite e por muitas outras se amariam, mas aquela era A NOITE. O reencontro. O pedido de perdão. O pedido de “fica comigo para sempre, meu amor”...
O clima naquele quarto, naquela cama, só esquentava. Explodia de paixão; de excitação; de prazer; a entrega de um para o outro custou a acontecer. Lentidão sem torturas; só o prazer de se entregar ao outro ser. O estopim veio como uma rajada inesperada de vento. Um vento devastador que é capaz de arrancar uma floresta inteira do chão.
“Fica comigo para sempre...”
“Eu te amo!”
“Por favor, não vai embora...”
“... Diz que vai ficar para sempre?”
... Palavras ditas em meio a suspiros e delírios de ambos que estavam grudados como siameses. Unidos para sempre. Exaustos de tanto mergulhar nesse mar de amor. Não há mais outro caminho a percorrer. Ou eles vivem juntos e felizes. Ou eles não vivem.
FIM DA NARRAÇÃO
O barulho dos carros e o raiar do Sol denunciaram que já era manhã em Londres. Eu ainda acolhia, cuidadosamente, a minha pequena nos braços. Realmente esta foi A NOITE.
— Bom dia, meu amor! – Eu disse assim que ela abriu os olhos e me viu observando-a. minha voz estava fraca: quase um sussurro.
— Bom dia, amor! Dormiu bem? – Perguntou sorrindo.
— Dormi numa confortável cama ao lado de uma linda mulher, passei a melhor noite da minha vida e acordei com esse sorriso da mulher da minha vida... sim, eu dormi muito bem! ☺ - Ela corou. Eu tinha essa facilidade para deixá-la corada. Linda!
— Ah, Noel, eu não quero ir pra NY! Não quero ficar longe da banda, dos meus amigos... de você. – Desabafou chorosa.
— Eu sei, pequena, eu sei, mas por que não fala com o seu chefe para ele te colocar em outra filial? A filial de Liverpool, quem sabe.
— Creio que seja difícil, Noel...
— Tenta, meu amor!
— Ok... quem sabe dá certo, né?
Sorrimos e nos beijamos. Levantei e fui até a cozinha preparar um café da manhã para nós enquanto ela tomava banho. Eu, marotamente, não resisti e fiquei na porta do banheiro espiando-a sem que soubesse. A água percorria toda extensão de seu corpo e aquela mesma vontade que senti ontem voltou com tudo, neste momento. Eu a amo tanto que não saberia viver longe dela. Tudo que está acontecendo me inspirou a escrever para ela. Fiz uma música pra eline. Na verdade, só tem a letra, mas logo pensarei numa melodia. Mostrarei para ela em breve.
— Demorei? – Ela disse encostada na porta da cozinha. Aproximei-me e dei um cheiro em seu pescoço. Cheirosa como sempre. Ela se arrepiou com o meu gesto.
— Demorou não, baby! Fiz café para nós. – Respondi e tomamos nosso café da manhã. – Vai falar com seu chefe hoje?
— Sim. Vou para lá daqui a pouco. – Respondeu e foi se arrumar.
— Boa sorte, amor! Te amo!
Desejei-lhe sorte e fui embora. Tive que passar no estúdio para resolver detalhes do cd.
Logo eu estava no estúdio.
Fiquei tão concentrado ouvindo as gravações que nem reparei que alguém havia entrado. O tal alguém se aproximou de mim e tampou meus olhos com as mãos frias.
“Eu não quero estar lá quando você estiver caindo
Eu não quero estar lá quando você atingir o chão
Então, não vá embora...” ☆Don't go Away, Oasis☆
— Advinha quem é? – Sussurrou em meu ouvido. Arrepiei-me ao reconhecer quem era aquela voz.
— Meg! – Livrei-me de seus braços e tirei o fone do ouvido. – O que faz aqui?
— Nossa, Noel! Não seja grosso. Eu vim te ver, baby! – Aproximou-se mais e sentou-se ao meu lado. Me afastei dela.
— Pois eu não quero te ver, Megan! Sai daqui! – Gritei, expulsando-a, em vão.
— Você não manda em mim, Noel Thomas! Você pode mandar na mosca morta da Madeline, mas não em mim.
— Não fala assim dela! – Enfureci-me.
— Ah, Noel, não seja idiota! Você é tão lindo e fica dando bola para loser da ! Desperdício! – Desdenhou.
— Já disse para você parar de falar dela desse jeito! Sai daqui Meg, agora!! Me esquece!
— Noel, eu te adoro, gato! Para de fazer jogo duro comigo. – Meg foi me seduzindo e a minha raiva aumentando.
— Me deixa em paz, Meg! Eu amo a !! – Ela foi me agarrando e me envolvendo na sua teia venenosa. – Para, Meg! Me solta!
— Não banque o durão virgem comigo, Noel. Eu sei que você me quer!!! – Sussurrou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. – Admita, Noel! Para de resistir a mim, baby!
Meg me provocou tanto que eu me virei e a beijei ferozmente, com raiva, ódio daquele ser desprezível à minha frente. Eu não queria beijar a Meg, tenho repulso por ela. O caso é que eu queria fazê-la calar a boca, parar de me provocar, parar de falar mal da Madeline. Tudo bem, admito que existem outras maneiras de calar a boca de alguém, mas foi a primeira reação que tive. Quando caí em mim eu estava aos beijos e amassos com a Meg no sofá do estúdio. Ouvi um barulho de algo caindo e olhei para o lado. Neste momento, eu queria morrer. Cair duro ao chão, sem vida. Me senti um lixo de homem!
— Noel... – estava parada, olhando para aquela cena com os olhos cheios d’água. Eu vi a mágoa em seu olhar. Enxerguei nela aquilo que senti no dia que a vi beijando o Liam. – Noel! – Repetiu mais alto, quase gritando.
— ! – Eu não tive muito o que explicar. Eu estava sem camisa e com a calça desabotoada. Meg sem blusa e quase sem sua calça.
— Mais que droga! Essa mosca morta atrapalhou minha transa com o meu gato! – Infeliz!!! Juro que se ela fosse um homem eu daria uma surra na Meg.
— CALA A BOCA, MEGAN! – Gritei.
— Então foi para isso que veio ao estúdio, Noel? Para transar com a Meg sem que eu soubesse? – A voz embargada da e sua expressão de mágoa e raiva me deixaram derrotado.
— , eu sei que uma cena dessas não tem explicação, mas, por favor, acredite em mim, eu não queria beijar a Meg. Você sabe que eu a odeio! – Eu tentei me explicar, como se fosse possível, para ela, mas, assim como eu fiz naquele dia, não quis me ouvir.
— Você estava quase transando com ela, Noel!! Chega! Eu não quero mais saber de nada. Vim aqui para te dar uma excelente notícia, mas acho que você está muito ocupado para se importar. – Ela disse irritada e virou-se para a porta.
— ! Espera!! – Tentei chamar-lhe de volta... em vão. Ela desceu as escadas desesperada sem olhar para trás. Cheguei até a ponta da escada e vi o Liam subindo acompanhado da Ave. Provavelmente eles encontraram ela desceu as mesmas escadas chorando. Voltei para onde estava.
— Noel, o que aconteceu irmão? – Perguntou Liam ao ver a Meg ainda sem blusa no sofá e eu andando de um lado a outro desesperado. – O que a Meg faz aqui?
— Liam... essa louca me seduziu e a viu tudo. – Expliquei da maneira mais simples possível. Meg se ofendeu ao me ouvir chamá-la de filha da puta. Eu estou com raiva, não me peçam para medir as palavras nesse momento.
— Louca? Noel! Ora seu merda, vê lá como fala comigo!
— Cala a boca você, sua pilantra! – Avery segurou Meg pelo braço. – Você tem inveja do amor do Noel com a e não aguenta vê-los felizes que quer estragar tudo. Aposto como você armou essa ceninha toda. Conheço você, Megan! Sua pilantra, invejosa! – Liam e eu assistimos a tudo, calados, boquiabertos e surpresos.
— Quem você pensa que é para falar assim comigo? Me solta!
— Sai daqui agora e vê se fica longe dos meus amigos, está me ouvindo bem??? Senão, te darei uma surra inesquecível! – Avery ignorou a pergunta da Meg e a expulsou do estúdio. E riu em seguida ao ver minha reação.
— Boa, amor!!! Essa é a minha Ave!! – Liam deu-lhe um beijo e a abraçou.
— Valeu, Ave!! – Agradeci após sair do transe em que me encontrava.
— Por nada, Noel! Mas, e agora? A veio aqui dizer que conseguiu convencer o chefe dela a gerenciar a filial de Liverpool. Ela até nos chamou para comemorarmos juntos.
— Ah, não!! Eu estraguei tudo. BURRO! – Eu disse entristecido e me joguei no sofá.
— Hey! Levanta daí seu bastard! – Liam deu-me um chute nas pernas. – Vai atrás dela agora! Anda, Noel! – Encorajou-me.
— Mas eu não sei para onde ela foi!
— Noel... – Avery chamou-me. – A Mad foi para o aeroporto. Acabei de falar com o chefe dela e ele disse que ela está indo para os EUA. Ela mudou de ideia e vai mesmo pra NY. Noel, você não pode deixá-la ir embora!!
— Vai atrás dela, Noel! – Disse Liam.
— Eu vou!
Encorajei-me e fui ao aeroporto determinado a convencer a Mad ficar em Londres e me perdoar. Desesperado e sem rumo eu vagava pelo saguão do aeroporto procurando pelo amor da minha vida. Procurando a MINHA VIDA!
NARRAÇÃO EM TERCEIRA PESSOA
Em meio aquele turbilhão de pessoas andando de um lado a outro, procurando por seus portões de embarque rumo a seus destinos pré-definidos em um pedaço de papel. Em meio a toda essa gente, aquele mesmo rapaz vagava ali procurando algo maior, mais valioso. Ele procurava por sua vida; o amor da sua vida estava ali misturada àquelas pessoas e ele a procurava desesperadamente. Olhava de um lado, olhava para o outro e nada de encontrá-la. Uma luz surgiu em volta dela, como uma aurora que ilumina um anjo. Ali estava ela, subindo as escadas em posso de suas malas e aquele mesmo pedaço de papel portado por tantos ali. Sua expressão era triste, parecia que tinha chorado muito e realmente havia chorado muito. E ainda chorava. O rapaz subiu aquelas mesmas escadas segundos depois de avistá-la e seguiu a fresta de luz que a identificava. Ao chegar ao portão por onde ela havia passado foi barrado. Precisava ter uma passagem aérea para adentrar ali. Ele não tinha. Pensou em comprar um, mas não daria tempo. Foi então que lembrou-se da música que fez pra ela. Ele queria mostrar para ela.
“Olha o que eu fiz pra você, amor!”
Mas, como ele faria isso se ela já estava dentro do avião rumo a um lugar muito longe dele? Um estalo lhe bateu e ele partiu em direção à torre de comando do aeroporto. Implorou sua entrada ali, disse que queria se declarar, pedir perdão à sua amada. Deixaram-no entrar e foi então que ele se preparou para cantar para ela.
[...]
Ela, por sua vez, estava angustiada, sentada na cadeira do avião muito nervosa. Queria muito sair logo dali e esquecer-se de tudo aquilo que havia visto. De repente ouviu uma voz conhecida. A voz do cara que mudou sua vida. Arrepiou-se.
“Olá! Boa tarde a todos! Desculpa incomodar, serei breve. Me chamo Noel Gallagher e eu vim aqui só para pedir desculpas para uma pessoa que amo muito e que magoei muito. , meu amor, eu te amo. Ouve o que vou te cantar agora e se depois ainda sim quiser embarcar nesse avião, eu vou entender. Fiz essa música para você”.
Acabado o breve discurso do rapaz, ele começou a cantar com todo amor que havia em seu coração para ela.
Não Vá Embora
Manhã fria e coberta de geada,
Não há muito para dizer
Sobre as coisas presas na minha mente
Conforme o dia ia amanhecendo, meu avião partia
Com todas as coisas presas na minha mente.
E eu não quero estar lá quando você estiver...
Caindo
E eu não quero estar lá quando você atingir o chão
Então não vá embora
Diga o que disser
Mas diga que você ficará
Para sempre e mais um dia... durante o tempo de minha vida
Pois eu preciso de mais tempo, sim, eu preciso de mais tempo
Simplesmente para acertar as coisas
Dane-se minha situação e os jogos que eu tenho de jogar
Com todas as coisas presas a minha mente.
Dane-se a minha educação, eu não consigo achar as palavras certas
Sobre as coisas presas na minha mente
Eu não quero estar lá quando você estiver...
Caindo
E eu não quero estar lá quando você atingir o chão
Eu e você, o que está acontecendo?
Tudo que parecemos saber é como mostrar
Os sentimentos que estão errados
Pois eu preciso de mais tempo, simplesmente para acertar as coisas.
Sim, eu preciso de mais tempo, simplesmente para acertar as coisas.
Então não vá embora
Cantou, se emocionou, arrancou aplausos de todos no aeroporto que pararam para ouvi-lo. Após cantar ele disse, ainda no alto-falante, que se ela o perdoasse que o encontrasse no saguão de embarque que ele a esperaria. E ele foi até lá na esperança de vê-la correndo em direção aos seus braços. Esperou dez minutos até que um funcionário do aeroporto veio avisá-lo que a moça não desceria do avião. Disse que o amava e que precisava pensar, esfriar a cabeça e que embarcaria para NY. Mas também disse que voltaria, algum dia.
A decepção era visível em seu olhar. Agradeceu a informação e voltou para casa, abatido. O que ele poderia fazer era esperar pela volta dela. E ele esperou...
Eu esperei por uns três meses.
Três longuíssimos meses até a sua volta para Londres. Eu nem esperava mais que ela voltasse. Sério! Estava desenganado, mas ainda pensava muito nela. Nem esperava que quando voltasse ela olhasse para minha cara ou me perdoasse. Hoje eu entendo o quão burro, egoísta e idiota eu fui ao obrigá-la a ficar. Mas eu não iria me opor caso ela queira voltar para mim. Sabe, eu te amo, baby! Um belo dia, antes da nossa turnê pela Inglaterra, Liam veio me contar uma novidade. Uma novidade que eu adorei saber.
— Ela vai gravar o nosso DVD? – Repeti a pergunta como se não tivesse ouvido da primeira vez.
— Você é surdo, irmão? – Ironizou Liam.
— É sério! Como conseguiu convencê-la a gravar nosso DVD?
— Não sei se você sabe, mas a Mad brigou com você e não comigo. Ela me adora! – Olhei com cara de morte para ele. Fuzilando-o com os olhos. – Calma, Noel, não me olhe assim! HAHAHAHAHA estou brincando. – Disse rindo e completou: – Mas, ela realmente me adora! - Revirei os olhos e suspirei.
— Sim e quando ela chega à Londres?
— Hoje. Aliás, ela já deve estar desembarcando. Amanhã viajaremos para Manchester, certo? – Afirmei com a cabeça. – Então, ela chega hoje. – Ele deu uma breve pausa, ainda me olhando. – Está ansioso para vê-la novamente, Noel? Depois de tanto tempo...
— Não posso mentir para você. Você me conhece bem: não vejo a hora de vê-la novamente, Liam!
— Espero que você não faça mais nenhuma merda, né, Noel? A não merece ser enganada. Da próxima vez eu te dou uma surra, caso a magoe de novo. – Sorri fraco. Ele se manteve sério. – Estou falando sério, bastard!
— Ok, Liam... já entendi!
Desta vez o Liam estava falando sério e eu não o culpo por estar irritado comigo. Ultimamente eu estou dando muita mancada, uma atrás da outra. Virou rotina. Liam ainda me disse que Madeline voltaria para o seu antigo apartamento que ainda estava lá com as coisas dela e de lá viria para Altrincham – onde estamos agora – nos encontrar. Liam havia saído com a Avery para jantar, então eu fui direto dormir. À noite, eu não consegui dormir direito. Primeiro, porque era a primeira turnê grande que faríamos pelo país e dessa turnê gravaremos um DVD ao vivo. Segundo, que a estaria conosco nesta turnê. Uma pena que ela não estará como minha namorada e sim como responsável pelas filmagens do DVD. Enfim amanheceu e eu me levantei. Realmente eu não consegui dormir nada esta noite. Tomei banho e fui até a cozinha comer. Liam já estava de pé, cantarolando.
— Guarda a voz para o show de hoje, Liam! – Eu disse ao adentrar a cozinha.
— Bom dia irmão querido que eu amo tanto! – Disse me abraçando e dando-me um beijo estalado no rosto.
— Bom dia, Liam! Você está bem hoje?
— Sim! Estou ótimo! Saí com a Avery ontem e advinha??? – Olhou para mim como se a resposta fosse óbvia. Mas, eu estava com insônia, cansado e ansioso. Não estava com cabeça para raciocinar.
— O que?
— Estou noivo!
— Hã? – Perguntei abismado. Como assim noivo?
— Sim, meu irmão. O seu garoto aqui vai se casar com a Ave!! ☺ E você será nosso padrinho de casamento. Não aceito ‘não’ como resposta!
— Uau! Claro que aceito ser padrinho de vocês, mas... tem certeza que a Avery estava sóbria quando ela aceitou se casar contigo? – Ironizei. Ele me bateu.
— Ora essa, Noel! A Ave me ama, ok? E eu a amo também. Portanto, nos casaremos. Você deveria fazer o mesmo.
— O que? Casar com a Avery?
— NUNCA! – Eu ri com a reação dele. Liam com ciúmes da Avery, confesso que nunca achei que isso fosse realmente possível (conhecendo bem meu irmão). Muito fofo esse meu irmão. – Estou falando de pedir a em casamento, bastard!
— Estou tentando fazer com que ela me perdoe primeiro, Liam. Depois vejo isso de casamento.
— Ah é, esqueci que o burrão aí fez cagada com a namorada que o ama. Você não tem jeito, né, Noel?
— Hey! Essa frase é minha! – O normal é o Liam não ter jeito e não eu. As coisas estão muito confusas por aqui.
— Mas, eu fiz tudo certinho. Você está fazendo merda, irmão. Pensa bem, a Mad não vai ficar esperando por você para sempre, por mais que ela o ame. Você precisa parar de falar e fazer as coisas sem pensar. FAÇA ALGUMA COISA!
Liam disse e deu-me um tapinha no ombro. Meu irmão mais novo me dando conselhos que normalmente eu que os dava. Este mundo está perdido! Nos aprontamos e fomos até a casa do Gem encontrar os outros. Já havia passado mais ou menos uma hora desde a nossa chegada à casa do Gem quando a Avery chegou. Mad a acompanhava.
— Finalmente as moças chegaram! – Andy esbanjou alegria ao vê-las entrando no apartamento do Gem. Eu respirei fundo, meu coração quase saiu pela boca, mas me mantive sério e sentado no braço do sofá.
— Olá, amor! – Liam beijou a Avery. Todos fizeram “hum” e riram em seguida.
— Oi, amor!
— Quero fazer um comunicado, amigos! – Liam pediu atenção de todos. Eu já sabia o que ele falaria, então me mantive calado. – Eu e Ave temos algo para contar para vocês. Bem, ontem à noite eu a pedi em noivado e ela aceitou. Estamos noivos!!!
— Uau!! Parabéns, Liam! Parabéns, Avery! Finalmente! – Gem os cumprimentou.
— Obrigado! Obrigado! – Liam agradeceu os cumprimentos. Madeline também já sabia e apenas sorriu. – Ahhh, e a Mad será nossa madrinha de casamento. – Isso era novidade tanto para mim quanto para ela. Liam estava aprontando alguma. Posso sentir isso de longe...
— Quê? Uau! Obrigada, Liam! – Ela agradeceu sem jeito.
— E o padrinho, amor? – Questionou Avery.
— O idiota do The Chief, claro! – Todos na sala olharam para mim. Ainda bem que eu estava de óculos escuros e ninguém percebeu meus olhos arregalados de susto. Juro que não imaginei que o Liam fosse convidar a para ser a madrinha. Apenas acenei com a mão.
— O Noel... Hum... – Mad disse baixinho, mas eu ouvi, meio sem graça e... decepcionada? Quem ela achou que o meu irmão convidaria para ser padrinho do casamento dele? O Alan? Ah tá!
— Bem! Vamos embora, né? Temos uma longa estrada até Manchester!! – Disse Alan.
— GO TO MANCHESTER! – Gritei e todos gritaram junto.
Finalmente estávamos na estrada até Manchester. Saímos de Altrincham, onde nós estávamos, pegando a estrada A56, direto para Manchester. Minha querida Manchester! O ônibus era bem grande e tinha dois andares, bem espaçoso. Éramos poucos em pessoas, mas muitos em equipamento. Liam, Avery, Alan, Gem, Andy, Madeline, Spike e eu. Achamos mais barato viajar de ônibus ficando numa cidade próxima à Manchester do que ir de avião e gastar uma fortuna em bagagem. E haja bagagem! Eu estava na parte debaixo do ônibus, encostado num canto escrevendo umas coisas. Do outro lado: Liam, Avery, Gem e Andy conversavam. Alan estava conversando com o Spike. E a ? Bem, a veio até mim.
“Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva
E no final de tudo
Você é meu tudo” ☆Wonderwall, Oasis☆
— Noel? Está ocupado? – Questionou-me meio sem graça. Levantei a cabeça.
— Não. Quer falar comigo? – Ela afirmou com a cabeça. – Senta aí. – Ela sentou-se. – Como está sendo a viagem? – Tentei puxar assunto.
— Está legal. – Sorriu fraco. – Noel, eu preciso te contar uma coisa senão eu vou explodir. – Ela estava nervosa, respirava fundo, parecia realmente que ela iria explodir caso não contasse logo.
— Fala, estou ficando preocupado.
— Noel, eu estou grávida. – Foi precisa e direta ao ponto sem rodeios. Do jeitinho que a Mad é. Por alguns poucos segundos, eu juro que o ar parou de circular pelos meus pulmões. Ela acabou de me dizer que está grávida ou eu estou ficando surdo e louco? – Noel? – Eu não conseguia proferir nada. Apenas a olhava com cara de desespero. – Fala alguma coisa, Noel! Que merda!
— Eu... – despertei do transe e prossegui minha fala. – Esse filho é meu, ? – Não acredito que perguntei isso. Antes eu tivesse ficado em transe...
— Como é que é? – Ela perguntou indignada. Sinto que fiz merda. De novo.
— Não foi isso que eu quis dizer, ... eu... – Eu disse sacudindo a cabeça desesperado. Tentei consertar a merda que acabei de falar. Mas é claro que não deu certo…
— Eu não acredito que você está duvidando de mim de novo? Caramba, eu jamais mentiria para você e jamais te trairia. Eu beijei o Liam naquele dia, admito, mas transar com outro cara eu jamais faria isso, Noel Thomas! O Liam tem razão, você é um bastardo mesmo! – Disse furiosa, batendo na mesa e se levantando.
— Espera, ! – Segurei seu braço, mas ela logo me deu um soco no rosto. Doeu.
— Me solta! Não olha mais para mim. Não fala mais comigo. Nunca mais, Noel! Entendeu? Nunca mais!
A essa altura todos já estavam nos olhando. subiu até sua cabine furiosa comigo. Como eu pude duvidar que esse filho fosse meu? Não era bem uma dúvida, mas foi a primeira pergunta que me veio em mente. Então isso se caracteriza como dúvida, né? Ah, eu não consigo raciocinar direito. Eu preciso de um tempo…
— O que você fez a ela, Noel?? – Meus pensamentos foram interrompidos pelo puxão que o Liam me deu que quase me derrubou da cadeira.
— Liam, por favor…
— Fala o que você fez a ela, Noel. Anda! Fala! – Liam cuspia fogo pela boca. Não literalmente, mas eu fiquei com medo da reação dele. Avery tentou acalmá-lo o segurando pelos braços.
— Calma, amor, não se estressa com isso. Deixa que eles se entendam. Por favor, Liam!
— Me deixa, Ave... – Liam se livrou do abraço da Avery e voltou a me fuzilar com os olhos. – O que você falou pra , hein, Noel? Ela estava chorando de novo e você fez alguma coisa para ela. FALA!
— A está grávida... – Todos ficaram boquiabertos com minha revelação. – E eu perguntei se o filho era meu. – Ficaram mais ainda quando eu concluí a fala. Liam arregalou os olhos e respirou fundo. Eu nem olhei para cara dele, apenas abaixei a cabeça, derrotado. Sabia que iria apanhar do meu irmão. Mas eu mereço apanhar. Mereço uma surra bem dada.
— Você o que? Não acredito que você está duvidando da ! Quem você pensa que ela é? A Meg? – Liam estava indignado. Também não era para menos, né? Ele me puxou pelo colarinho da camisa e me deu um soco.
— Liam! Não! Não faz isso, Liam! – Avery gritava tentando segurá-lo. Em vão.
— SEU BASTARDO! EU AVISEI QUE TE DARIA UMA SURRA SE MAGOASSE A DE NOVO!! SEU IMBECIL! – Liam esbanjava ódio em cada palavra, em cada soco que ele me dava, em cada respiração. Fazia tempo que ele queria me bater. Era uma oportunidade perfeita para ele.
— Deixa ele, Avery... eu mereço isso. – Eu realmente merecia aquela surra por magoar de novo a pessoa que mais amo neste mundo. É, eu sou um bastardo mesmo!
NARRAÇÃO EM TERCEIRA PESSOA
Na parte de cima do ônibus, ela ouvia a tudo aquilo chorando e com os braços envolvendo a cabeça para tentar amenizar os gritos. Sentiu um toque em seu braço e olhou para cima. Viu o semblante de um amigo.
— Andy!
Sentiu-se acolhida por ter alguém por perto nesta hora. Andy não disse nada. Abraçou-a e protegeu seus ouvidos dos gritos vindos da parte inferior do ônibus. Enquanto isso, lá embaixo, a briga continuava. O sangue já escorria no canto da boca do Noel. Liam ainda estava furioso, a ponto de matar o irmão. Gem se meteu na briga e segurou Liam com a ajuda de Avery. Alan ajudou Noel a se levantar e o levou para a parte da frente do ônibus, onde ficava o motorista. Noel cuidava de seus ferimentos e fazia uma cara de dor. Mas a maior dor que ele sentia não era a dor dos socos do Liam e sim a dor de saber que magoou a de novo. E como ele foi burro de perguntar aquilo. E como ele foi burro em duvidar do amor que ela sentia por ele. E como ele foi burro ao duvidar que aquele filho que ela espera é dele. É claro que é dele. Quem ele pensa que ela é? Uma biscate igual àquela que ele estava agarrando no estúdio? Não. Ela é o amor da sua vida e ele precisava se desculpar urgente. Mais como? Um flash de lucidez lhe veio. Cantando uma música para ela! Quase deu certo da primeira vez, por que daria errado agora? Não custava tentar.
À noite, todos foram para o local do show. Liam ainda não falava com o irmão. Nem olhava para a cara dele. Madeline, agora mais calma e ainda com a proteção de Andy, arrumava seu material para gravação do show. E o show começou.
FIM DA NARRAÇÃO
Eu estava bem nervoso naquele show. Os motivos todos sabiam. Mas um novo motivo surgiu: tentar convencer a Mad que eu a amo e que sou um imbecil. Acho que a segunda parte ela já sabe, todos já sabem, até eu já sei e tenho que admitir isso.
O show começou.
O público de Manchester nos recebeu muito bem. Todos pulando, gritando nossos nomes. Faz tempo que nós não víamos aqui. Bateu saudade da nossa cidade e viemos tocar justamente no nosso estádio, o estádio do meu Manchester City. Mad filmava tudo. Ela ficou responsável por filmar justamente o lado que eu estava. Isso foi determinação do chefe dela, tenho certeza de que ela odiou isso. Ainda mais depois do que aconteceu hoje mais cedo, mas ordens são ordens. Não me importo, eu adorei.
O show estava indo super bem. Apesar do Liam ainda não olhar para minha cara em nenhum momento do show. Minto! Ele olhou para mim no início do show e gritou. “BASTARDO DE MERDA!”
Ah, o amor do meu irmão por mim, me comove! Ironias à parte, o Liam tem razão: sou um bastardo de merda.
Eu estava disposto a me desculpar com ela e nunca mais fazer as merdas que fiz ultimamente. No meio o show eu anunciei que tocaríamos "Wonderwall". Liam não gostou muito, pois queria tocar outra música, mas foda-se. Eu já estava tocando, ele não poderia fazer nada. Comecei a tocar os primeiros riffs de Wonderwall (eu sei, não escrevi a música para ela, mas ela adora essa música, então pensei em homenageá-la assim. Porque ela é tudo para mim) e olhei para ela para ver sua reação. Ela estava emocionada, eu vi em seu olhar, mas não queria demonstrar tanto e se manteve séria se ajeitando no chão ainda segurando a câmera. Depois da segunda parte da música eu olhei para câmera, na verdade para os olhos dela, e pisquei. Ela estremeceu e a imagem ficou tremida no telão, dei uma conferida nele antes de rir me virando para o lado.
A música prosseguiu e eu cantei o refrão inteiro olhando para ela.
“Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva
E no final de tudo
Você é meu tudo”
Na pausa que há antes da segunda parte da música eu parei de tocar e estiquei o braço apontando para ela. Como se eu dissesse que ela era o meu wonderwall, o meu tudo, minha vida. O público foi ao delírio nessa parte. Pude ouvir gritos de ", casa com ele!", "Beija!", "Que lindo!", enfim. Até o Liam gostou e aplaudiu de leve. Novamente ela estremeceu o corpo, mas manteve a câmera na mesma posição, olhou para baixo disfarçando sua vermelhidão. Como se não desse para ver que ela estava morrendo de vergonha, apesar de estar escuro e de ela estar toda de preto e com um boné enfiado na cara.
E a música seguiu...
Virei para o lado, rindo da reação dela. Ela agora tinha um sorriso tímido no rosto. Levantou-se para filmar meu rosto mais de perto. Continuei virado para frente, sorrindo e cantando. Ao fim da música todos aplaudiram. Liam agradeceu os aplausos, agradeci também. Mad voltou a sua posição de origem, agachada com a câmera nas mãos. E eu me levantei da cadeira onde estava colocando o violão no chão. Pedi um minuto da atenção de todos. Alan, Gem, Andy e Liam não entenderam nada. Ninguém entendeu nada. Não estava previsto ter isso durante o show. Gosto de surpreender as pessoas.
Well... Peguei o microfone e pude ver que a o chefe da Madeline pediu para ela filmar meu rosto durante meu “discurso”.
— Olá, Manchester!! – Todos gritaram de volta enlouquecidos. – Queria que vocês me dessem um pouco de atenção, por favor. Serei breve. Peço licença à minha banda também. – Apontei para os caras. Eles estavam esperando para ver o que eu ia falar. Liam era o que mais queria saber o que era. Olhava-me com cara de “hum, vai lá, Noel. Fala logo. Se falar merda eu enfio esse microfone no teu cu”, enfim... – Well, hã, queria primeiramente dizer que a música que acabamos de tocar, Wonderwall, foi dedicada para mulher da minha vida. Para mulher que fez com que eu mudasse, mudasse de verdade. , eu sei que eu não estou fazendo por merecer o teu amor, mas quero que você me perdoe por tudo de ruim que lhe fiz. Para quem não sabe, a é estava pessoa linda à minha frente. – Apontei para ela que estava na minha frente agachada com a câmera na mão. Ela levantou e veio filmar meu rosto. – Opa, agora ela está aqui do meu lado. Oi, linda! – Ela sorriu e respondeu “Oi” para mim. Todos riram da piadinha. – Quero falar aqui na frente de toda essa gente que eu te amo, ! Te amo muito e você é meu tudo, minha vida. Não sei viver sem você, amor! Me perdoa, por favor! Juro que não faço mais nada que lhe desagrade. Juro pelo nosso amor que é tudo que prezo nessa vida. Me perdoa?! – Ela olhava para mim, para câmera, voltava o olhar para mim. Sua respiração estava ofegante. Eu não esperei ela concluir o pensamento. Levantei-me e peguei cuidadosamente a câmera de suas mãos e pus no chão. Segurei-a pela cintura. Ela estava fria por causa do vento que rolava ali. Ela respirava ofegante, um pouco incomodada com nossa proximidade. Eu também respirava fundo, amava ficar pertinho dela, sentindo seu cheiro, sentindo que ela ainda me ama. – Me perdoa, Mad? – Repeti a pergunta e agora só ela ouviu. O público gritava “Beija! Beija”, a vergonha que ela sentia sumiu por alguns segundos quando ela pôs a mão no meu rosto e aproximou nossos lábios num beijo. Foi um beijo com gosto de saudade, ansiedade, vergonha... Amor! Todos gritaram comemorando nosso beijo. Ela se afastou um pouco, mas não afastou nossos rostos. – Isso foi um “sim”? – Questionei de olhos fechados e acariciando sua cintura. Eu estava anestesiado com aquele beijo. Estava tentando entender se aquilo era realmente real ou se era um sonho.
— Vamos com calma, Noel. – Ela respondeu, quebrando o silêncio. – Você não está merecendo tanto assim, seu bastardo... – Disse com um sorriso no rosto e acariciando meu rosto. Seus polegares deslizando pelas maçãs do meu rosto me levou à quase loucura; quase um orgasmo. Abriu os olhos ao mesmo tempo em que eu abri os meus. Nos olhamos por segundos, sorrindo um para o outro. Acho que ela me perdoou. Acho...
— Obrigado pela atenção! Ela me perdoou! – Eu disse no microfone e o público respondeu gritando. – Eu espero que sim. – Essa parte eu disse num sussurro. – Voltemos ao show. – Peguei minha guitarra e a pus em seu lugar de origem: pendurada em meu corpo. – Vamos? – Questionei aos outros da banda, todos sorriam felizes por mim. Toquei o primeiro acorde de “Cast No Shadow” e continuamos o show. Mad voltou a pegar sua câmera e a filmar.
“Eu me sinto como uma força da natureza
Posso fazê-la cantar como um pássaro em liberdade” ☆Force of Nature, Oasis☆
Nós ainda nos olhamos algumas vezes, timidamente, sorrindo felizes. Passei o resto do show sorrindo à toa. Estava muito feliz por aquele beijo. Pode parecer pouco, mas para mim foi tudo! Tirei um peso das costas depois que a beijei. Só agora me dei conta de que serei pai. Meu Deus, eu serei pai... Serei pai de um filho gerado pela minha .
— Noel, eu estou grávida!
Isso jamais sairá da minha mente. A voz dela me contando de sua gravidez... Meu Deus, eu preciso respirar! Onde está o ar? Comecei a ficar ofegante, sem ar, senti que podia desmaiar a qualquer momento. O que está havendo? Liam, durante o intervalo da música, veio até mim e disse em meu ouvido.
— Você está bem, the chief? – Mostrou-se preocupado comigo. Ele já estava falando comigo de novo. – Você está pálido, cara!
— Acho que não, Liam. – Respondi, quase sem ar.
— Você quer que pare o show? O público vai entender.
— Não precisa, Liam. Eu só preciso de ar para respirar. – Eu disse e fiz menção que ia desmaiar. Segurei firme no ombro do Liam.
— Noel! – Liam segurou meu braço. Todos viram que eu ia desmaiar e ficaram preocupados. – Irmão, pelo amor de Deus, Noel, você precisa descansar.
— Não, Liam, eu estou bem. – Eu disse meio cambaleando.
— Ah, estou vendo! Tu quase desmaiou de novo, Noel Thomas! – Olhei para ele com cara de morte. Odeio que me chamem de “Noel Thomas”. Nem minha mãe me chama assim...
— Cala a boca, William! – Devolvi na mesma moeda.
— Chega de ser turrão, Thomas – Liam deu de ombros. – Vamos!
Liam me segurou pelos ombros e me levou ao camarim. Pediu paro Spike avisar ao público que eu havia passado mal e que teríamos que pausar o show por enquanto. Todos entenderam e aguardaram nossa volta. No camarim, Liam, Alan, Spike, Gem, Andy, Avery, Mad e o médico de plantão me deram uma bronca. Isso é um complô contra mim! O que eu fiz afinal? Por acaso tenho culpa de ter passado mal?
— Você comeu hoje? – Questionou o médico ao mesmo tempo em que media minha pressão. Eu estava suando frio.
— Comi. – Menti.
— MENTIRA! – Liam gritou irritado. – Seu mentiroso! Para de mentir, Noel! Ele não come desde ontem à tarde, doutor. – E quem te perguntou, Liam? Fuzilei-o com os olhos. Ele deu de ombros e revirou os olhos.
— Não pode ficar tanto tempo sem comer rapaz. Por isso que quase desmaiou. Você precisa de água e comida para se manter em pé. Sua pressão está normal. – Disse o médico retirando o aparelho da pressão do meu braço. Abaixei a manga do casaco e passei a mão nos cabelos. – Descanse e coma alguma coisa, ok, Noel? – Afirmei com a cabeça. – Ótimo! Qualquer coisa, me chamem.
O médico se despediu e saiu do camarim. Enquanto Spike tentava ganhar tempo com o público, os outros se uniram para me acusar de irresponsável.
— Noel Thomas, você quer se matar??
— Até você, ? Caramba, não me chama assim!
— Chamo! Chamo sim, você está se comportando como um garotinho, Noel. – Repreendeu-me. Ela estava nervosa. Tremia muito e era amparada pela Avery.
— É assim que quer continuar vivo para cuidar do meu sobrinho? Hein, bastard! – Liam, sempre ele.
— Liam! – Mad o repreendeu.
— Desculpa, , mas o Noel tem que tomar vergonha nessa cara redonda de cuia que ele tem.
— Oh, fuck you, Liam! Shut up! – Eu disse me levantando da cadeira e partindo em direção ao Liam. Gem me segurou.
— Por favor, não briguem! Stop, Liam! – Disse Gem.
— Agora você tem que se cuidar, Noel. Tens um filho para cuidar, chief! – Disse Andy, encarando-me com seus óculos escuros.
— Eu sei, Andy... – Olhei pra e ela abaixou a cabeça envergonhada. Ela ainda não tinha contado aos outros, mas eu, com minha grande boca, contei sem querer.
— O filho é do Noel, né, Mad? – Sério, Andy?
— Andy! – Avery deu-lhe um tapão na orelha. – Óbvio que o filho da Mad é do Noel. Por favor, né, Andy?
— Sorry! Só perguntei!
— Por isso que eu dei uma surra no Noel. Por ele perguntar... – Disse Liam num tom ameaçador, estalando os dedos da mão e encarando o Andy. Senti que o Andy ficou com medo de apanhar do Liam.
— CHEGA! – Manifestei-me interrompendo toda a conversa. – Chega de falar disso, ok? Isso é assunto meu e da e só nos diz respeito. – Olhei para ela que sorriu para mim em aprovação ao meu discurso. – Mais que droga! Não se metam, ok? – Olhei para todos no camarim.
— Ok, Noel! Nos perdoe por isso, mas ficamos preocupados com a Mad. Tivemos medo que vocês não ficassem juntos e ela acabar criando o filho sozinha. – Confessou Andy, ainda observando Liam que ainda o encarava com raiva no olhar.
— É, Noel... queremos pedir desculpas a vocês dois. Só queremos que fiquem bem. – Completou Gem. Alan concordou com ele.
— Tudo bem, gente. – disse e todos a olharam. Inclusive eu. – Não se preocupem. Noel e eu vamos conversar sobre o bebê. – Ela me olhou como se esperasse que eu dissesse algo.
— É. Nós vamos resolver tudo. Não se preocupem. – Sorri fraco. Ela disse que conversaríamos sobre o bebê. Só sobre o bebê? E nós?
— Assunto encerrado, gente! – Avery decretou e todos concordaram.
— Galera, e aí? – Spike entrou no camarim. – Então, Noel, está melhor cara? – Questionou.
— Poderia estar melhor, mas estou bem. – Olhei para que imediatamente abaixou a cabeça e se levantou pegando seu boné preto e o pondo de volta na cabeça. – Vamos voltar para o palco. Manchester nos espera! – Concluí.
Voltamos ao palco e concluímos o show sem maiores problemas. O show acabou e nós tivemos o resto da noite livre, pois viajaríamos apenas pela manhã de volta para Londres. Mad e Avery desapareceram antes do fim do show. Mad colocou um de seus assistentes para me filmar e sumiu. Na saída do estádio o Liam me aborda. Tomei um puta susto.
— Não faz isso, Liam! Shit!
— Sorry, brother! Está assustado, irmão? – Ironizou rindo da minha cara.
— HA HA HA, no! O que quer? Carona até onde?
— Nossa, Noel, não quero carona! – Disse ofendido. – Você vai comigo até a casa da Avery. – Decretou, puxando-me pelo braço.
— Ah tá, Liam... Já tô lá! – Respondi sarcástico e desanimado. – Estou cansado, Liam, e além do mais, o que diabos eu faria lá? Ficar de vela para vocês? No brother, no!
— Come on, Noel, não seja chato. – Fuzilei-o com os olhos. Liam me cercava feito um cachorro em cima de comida. – A está lá! – Assim que ouvi isso os meus olhos brilharam. Não pude controlar. Liam percebeu e insistiu mais ainda. – Ah! Gostou de saber, né, bastard?
— Yeah, Liam, yeah! Gostei. – Naquela altura eu já estava sorrindo.
— Vamos lá? Você precisa conversar com ela.
— Ok, eu vou. – Rendi-me ao pedido dele.
— Look, aquilo que eu lhe falei ainda está valendo, ok? – Alertou-me. – Se magoar a Mad de novo, eu te dou outra surra.
— Ok, Liam, não precisa engrossar. – Eu disse na defensiva.
— Vamos logo!
Fomos até a casa da Avery aqui em Manchester. A casa dela é grande e linda. Na entrada tem um belo jardim com um caminho de pedras que dão na porta principal; a casa tem dois andares; um sótão; e um porão. Assim que chegamos lá ouvimos um som familiar.
— Elas estão ouvindo Oasis? – Questionei ao Liam.
— Parece que sim. Até onde sei, essa linda voz é minha! – Respondeu-me, gabando-se e encarando a janela com cara de bobo.
— O que está vendo aí? – Perguntei curioso.
— Shiu! Vem cá. – Liam respondeu sussurrando. Fui até ele e me agachei também. Quando olhei com meus óculos escuros pela janela vi a e a Avery dançamos Oasis, digamos, sensualmente.
— Uau! – Abaixei os óculos para ver melhor e Liam me olhou desconfiado.
— Espero que essa reação tenha sido porque você viu a dançando. – Disse enciumado.
— Calma, Liam! Foi por causa dela sim. Olha o short dela!! É tão curto cara! – Eu disse ainda observando aquela cena. – Aliás, não olha!! Olha só a tua noiva, ok?
— Está com ciúmes dela é irmão?
— Claro, bastard! – Dei-lhe um soco. – Eu a amo! Jamais deixarei urubus feito você darem em cima da minha Mad.
— Shiu! Olha lá! – Liam me chamou atenção mais uma vez.
Começou a tocar “Force of Nature”. Uma demo que gravamos para o nosso próximo cd. Um dia desses a Avery me contou que essa música é boa para dançar. E é verdade. As duas estavam dançando animadas. Juro que só tive olhos pra , ok?! Estava linda! Tinha uma taça de vinho na mão esquerda, a direita livre para mover. Ela estava de óculos escuros e usava um short jeans customizado nas bordas com algumas tachinhas. Usava também uma camisa customizada do Chelsea, o time dela. O seu único defeito é esse: torcer para o Chelsea. Well... sua cintura se movia no ritmo dos acordes da minha guitarra e isso estava me animando. Não sou de dançar, mas se eu pudesse estaria ali dançando com ela.
“Eu posso ir onde eu quero
Ser quem eu quero agora
Eu posso dormir debaixo da água
Sem me preocupar com o que vou sonhar” ☆Hung in a bad place, Oasis☆
Batemos na porta. Ouvimos o som baixar. A porta se abriu. Avery agarrou Liam pelo pescoço. Eu observei a Mad lá no meio da sala tomando mais um gole de vinho. Entramos na casa e fizemos uma festa na sala ao som de Oasis e regada com muito vinho. Começou a tocar “Hung in a bad place”. Timidamente aproximei-me dela, que já dançava linda e sensualmente, e dancei à sua frente. Também portava nas mãos uma taça de vinho já quase vazia. A dela estava cheia (aliás, ela nem deveria estar bebendo pois está grávida, mas enfim...). De início, ela não queria minha aproximação, mas depois cedeu e começou a me provocar. Colocou a mão em meu peito e deslizou para baixo parando no cinto da minha calça e me puxou para si. Suei frio nessa hora. Ela estava mais quente do que nunca! Por Deus, que mulher! Continuou me provocando... pôs a taça de vinho em minha boca me dando um pouco do líquido dela. Em seguida passou a língua na borda da taça onde minha boca encostou e piscou para mim. Pôs a mão em meu pescoço e começou a beijá-lo. Estremeci. Fiz o mesmo com ela e senti seu corpo estremecer. Também sei provocar, baby! De repente, a música acabou e começou a tocar “Stop Crying Your Heart Out”. A ama essa música. Eu também amo... amo mais ainda ficar abraçado com a minha . Sentindo seu corpo quentinho encostado na minha pela. Seu cheiro. Seu toque. Pusemos nossas taças de vinho, agora vazias, na banqueta da sala. Ela me abraçou forte e enterrou o rosto no meu ombro. Pus a mão em seus cabelos, acariciando-os. A essa altura Liam e Avery haviam sumido da sala. Sinto que isso tudo foi armação dos dois, mas tudo bem. Estou adorando! O que importa é que estou aqui dançando com a minha Mad e nosso filho em seu ventre. A música acabou e ela tirou o rosto do meu ombro, mas não saiu dos meus braços.
— Precisamos conversar, Noel. – disse. Concordei com a cabeça ainda acariciando sua nuca. – Por que a gente se magoa tanto? – Questionou-me com um nó na garganta.
— Não sei, pequena. Não sei o porquê, só sei que dói muito ficar longe de você, . – Respondi com o mesmo nó.
— Ah, Noel, ainda não sei por que você duvida tanto de mim. Te dou motivo para isso?
— Não. Você nunca me deu motivo para isso, amor. Eu sou um idiota!
— Eu te amo tanto, Noel! Não consigo ficar com raiva de você, bastard! Shit! IDIOTA! - Deu-me um murro no peito. Doeu!
— Au! – Gemi e sorri fraco. – Eu mereço apanhar de você. Te magoei tanto..., mas eu te amo tanto, my little . Você só me dá amor! E agora me dará um filho... – acariciei sua barriga emocionado. – My wonderwall!
Juntei nossos lábios e a beijei. Apertei sua cintura com força e ela apertou meu ombro. Um desejo incrível nos atingiu e novamente a peguei no colo e levei para um dos quartos da casa. Me senti um pervertido por fazer isso na casa da Avery. E eu nem sei se ela o Liam ainda estão aqui. Bom, arrumei um quarto para ficarmos. Sim, nós transamos. “Mas, não faz mal transar quando a mulher está grávida?”Yada yada yada. Não! Que absurdo! só tem alguns meses de gravidez e não tem nenhum mal a gente transar. E ela não pode ficar mais grávida que isso, mesmo assim usamos camisinha (o que deveríamos ter feito antes, mas enfim). Como sempre, após dormirmos, eu acordei primeiro que ela. Fiquei vendo-a dormir cuidadosamente deitada no meu tórax. Respirei bem de leve para não acordá-la. Aos poucos ela foi acordando e me fitou com aqueles olhos grandes encantadores.
— Oi, flor! – Eu disse num sussurro fitando-a com um brilho no olhar.
— Oi! – Respondeu-me no mesmo sussurro e suspirou de um jeito triste. Afundou o rosto no meu peito novamente e começou a resmungar. – Ai, que droga!
— O que foi, pequena? – Perguntei acariciando sua nuca. – Está com sono ainda? – Ela respondeu que “sim” com a cabeça sem tirá-la do meu peito. – Então dorme mais um pouco. Eu te nino. – Eu disse rindo. Ela riu também e disse que “não” com a cabeça. – Por quê? – Mais uma vez balançou a cabeça negativamente. – , você não vai falar nada? Olha para mim, . – Peguei na cabeça dela com as duas mãos e puxei sua cabeça para que me olhasse. – , para! Olha para mim, coisinha fofa. – Ela é forte e não tirou a cabeça dela de onde estava. Mas é teimosa essa mulher linda. – ! Agora é você que está se comportando como uma garotinha. – Ela resmungou novamente e eu comecei a rir. Aos poucos ela levantou o rosto. Eu ainda o segurava com as duas mãos. Ela ficou me olhando com uma cara tristinha e seus cabelos cobriam parte de seu rosto. Deu pena. – Por que você está com essa carinha, hein, amor?
— Ah, Noel, eu não quero sair dessa cama! Vamos ficar aqui para sempre? Por favor! – Fez o pedido e eu fiquei sem entender direito o motivo.
— Por que você quer ficar aqui para sempre? – Perguntei confuso.
— Porque toda vez que a gente passa a noite juntos e acorda no dia seguinte, a gente briga e fica separado por muito tempo. Não quero brigar com você de novo! Não vou aguentar ficar longe de ti, Noel! – Disse e afundou o rosto em meu tórax de novo. Pôs as mãos em meu pescoço. A única reação que tive foi uma crise de riso. Não consegui controlar e comecei a gargalhar. Ao perceber que eu estava rindo, ela levantou o rosto e me fuzilou com os olhos. – Para de rir, Noel Gallagher! This is not funny, Noel (Isso não é engraçado, Noel)! – Eu não consegui parar de rir. Então ela apertou meu pescoço com as duas mãos. Gemi de dor, mas continuei rindo. – Damn (Droga), Noel! Stop! – Ela fechou a cara e levantou do meu peito e sentou-se na cama enrolando-se no lençol que nos cobria. – Idiota!
— , desculpa! – Sentei-me na cama e a abracei de lado. – Eu não estava rindo do que você disse, faz até sentido o que falou. – Expliquei ainda rindo, mas agora eu ria mais controladamente. – Eu estava rindo porque você falou com uma carinha engraçada. Parecia uma garotinha reclamando com o pai. – Concluí a explicação. Aliás, a comparação foi escrota. Só agora me dei conta.
— Então, é assim que você me vê? Como uma filha? Só porque sou mais nova que você, Noel? – Questionou ofendida. Com um pouco de razão. Como disse: a comparação foi escrota. Por que eu não penso antes de falar?
— Não, ! Hey, não foi isso que eu quis dizer.
— Nunca é o que você quer dizer, né, Noel?
— Perdão, sweetheart! Desculpa! Olha só, eu te amo e não estou nem aí para sua idade. Você se incomoda que eu seja mais velho que você? – Ela balançou a cabeça negativamente. – Então baby, eu também não me importo de você ser mais nova. Eu te amo, baby! – Peguei em seu queixo e a beijei.
— Eu também te amo, my chief! – Eu fiquei ali olhando aquele rosto lindo e acariciando sua barriga imaginando como ela estará daqui alguns meses. E como será o rosto do meu filho ou filha. Não tenho preferência por sexo, só quero que venha com saúde e que seja feliz. Aliás, essa criança já é feliz por ter a mim e a como pais dela. Modéstia à parte. Observando a , eu também me lembrei do que o Liam disse sobre casamento... – Você está pensativo, Noel... tenho medo de quando fica assim. - disse interrompendo meus pensamentos.
— Não precisa ter medo, amor. Eu estava pensando numa coisa que o Liam me disse. – Respondi ainda acariciando sua barriga.
— O que o maluquinho do Liam disse? – Perguntou curiosa.
Foi então que a voz do meu irmão me veio à mente dizendo “... Estou falando de pedir a em casamento, bastard!” [...] “..., mas eu fiz tudo certinho. Você está fazendo merda, irmão. Pensa bem, a não vai ficar esperando por você para sempre por mais que ela o ame. Você precisa parar de falar e fazer as coisas sem pensar. FAÇA ALGUMA COISA!”. Pedir a em casamento. Eu já havia pensado nisso desde o dia em que nos conhecemos…
— Noel?
— Hã? – Resmunguei distraído.
— O que o Liam disse? – Repetiu a pergunta.
— ... – Peguei em suas mãos, respirei fundo e disse olhando no fundo de seus olhos. – Quer casar comigo? Não estou perguntando pelo bebê, por ele também, mas principalmente pelo fato de te amar e não saber viver longe de você. – Eu disse em disparada e depois fiquei morrendo de medo dela dizer “não”. Foram os piores trinta segundos da minha vida.
— Eu... – quando eu já estava quase desistindo ela respondeu. – Aceito! Não pelo bebê, por ele também, mas pelo fato de te amar, baby! – Deu-me um beijo prolongado e acariciou meu rosto. Dei um suspiro de alívio fechando os olhos por alguns segundos.
— Por um momento achei que fosse dizer não. – Confessei ainda de olhos fechados. Ela me olhou sem entender.
— Por que eu diria não?
— Porque... – abri os olhos – eu sou um idiota que só fez te magoar. – Respondi meio sem graça. Ela pôs sua mão quente em meu rosto. Fechei os olhos novamente e curti seu toque em minha face.
— Que você é um idiota isso eu já sabia, amor. Mas, você é meu idiota! E você só me dá amor... My chief! My Love! Minha vida! Não adianta tentar fugir de mim. Eu não vou deixar você sair da minha vida. Sair da nossa vida. – Passou a mão na barriga referindo-se ao nosso filho. – Nosso filho precisa de você. Eu preciso de você. – Sorri envaidecido com a declaração dela.
— Já podemos marcar a data do casamento, então?
— Não! Agora não. Noel! Vamos esperar o nosso filho nascer. Quero que ele esteja na cerimônia. – Ela disse determinada.
— Ok, baby! Você quem manda ☺ - Dei o meu melhor sorriso. Ela riu – Está rindo por que, hein?
— Porque eu estou apaixonada e pessoas apaixonadas ficam rindo à toa. Eu então, rio o tempo inteiro porque sou palhaça.
— A palhaça mais linda da Inglaterra! Minha, só minha!
— E do Thomas!
— Quem é Thomas, ? – Eu disse num tom de ciúmes. Ela riu.
— Nosso filho, seu ciumento!
— Ahhh, e como você sabe que é menino?
— Sabendo! Tenho certeza de que é menino e se chamará Thomas em sua homenagem, amor. Gostou? ☺
— Claro! Como eu disse: você quem manda! ☺
Alguns meses se passaram e a já estava com sete meses de gravidez. Por causa de sua barriga gigante ela havia parado de trabalhar por recomendação médica. A certeza dela é que seria um menino se confirmou no ultrassom que ela fez no quinto mês. É um menino! O nosso Thomas! E como estou me saindo como pai? Bem, até agora está sendo fácil porque não tenho um bebê para cuidar, mas acho que estou preparado.
— Anda, Noel!! Vamos nos atrasar! – Mad gritou e foi me esperar na garagem ao lado do nosso carro.
— Já estou indo! – Gritei de volta da sala.
Nós compramos uma casa em Manchester. No estilo da casa da Avery. Eu e a queremos que o Thomas tenha bastante espaço para brincar, coisa que seria impossível de acontecer em nossos antigos apartamentos. Vendemos nossos apartamentos e compramos essa casa. Liam não se opôs a venda do nosso apartamento, pois ele foi morar com a Avery em sua casa em Manchester. Aliás, estamos indo até a casa deles comemorar o noivado com um jantar para alguns convidados. O casamento deles é daqui há um mês. Cheguei até a garagem e me deparei com a lindamente grávida com seu vestido verde claro e os cabelos presos num rabo de cavalo. Eu estava com uma calça preta, camisa social branca e um paletó bege por cima.
— Uau! Quem é esse cavaleiro lindo que está me abraçando? Posso saber seu nome, gato? – Mad brincou fazendo-me rir.
— Noel. – Sussurrei em seu ouvido fazendo com que se arrepiasse.
— Hum, Noel. Oi, Noel! Você está sozinho?
— Não. Felizmente estou acompanhado por uma linda mulher. Aliás, ela está bem aqui na minha frente. – Eu disse selando nossos lábios.
— Hum... então é melhor eu parar de dar em cima de você. Ela deve ser ciumenta, né?
— E é muito. Mas é a minha ciumenta. – Dei-lhe outro beijo. – Você está linda, amor.
— E você também. Um gentleman. Look, estou de olho em você, ok? E nas mulheres assanhadas que estiverem na festa de olho comprido em você. – Me disse de olhos semicerrados.
— Uau! Fica de olho em mim mesmo, baby. Farei uma dança erótica só para você no meio da festa. – Respondi provocando-a.
— Não faria isso! Faria?
— Não duvide de mim, little ! – Pisquei para ela e abri a porta do carro.
— Ok, garanhão! Vamos logo, estamos atrasados. – disse entrando no carro. Bati a porta e entrei no carro pelo banco do motorista. Dei um beijo nela e no Thomas antes de dar a partida.
Continua...
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Nota da autora: É, Noel, você é um idiota hahahaha